terça-feira, 3 de julho de 2007

"O OVO DE JAIME"

Afinal, a solução para a resolução dos problemas da Docapesca de Matosinhos, com um passivo de mais de 30 milhões de euros, é mais óbvia do todos pensavam e surgiu, imagine-se, quando o ministro da agricultura português, acompanhado pelo comissário europeu da saúde e segurança alimentar, lá se deslocou no âmbito do encontro com a comissão europeia, portanto, no local indicado.
Perante a indignação dos pescadores quanto à falta de discussão séria das questões que afligem as pescas, por todos fingirem que existem instituições que funcionam para apoiar os pescadores e por a União Europeia nada ter trazido que beneficiasse o sector, Jaime Silva, com a sua habitual parcimónia, respondeu muito simplesmente a um dos desalentados pescadores que “se quiser, peça para sair da União Europeia”. Ora aí está uma resposta vinda de quem está dentro do assunto, com perfeito conhecimento da forma com as coisas funcionam e que, ao ser posta em prática, vai com toda a certeza resolver os problemas do sector das pescas em Portugal, que tanto tem perdido para os parceiros europeus, em especial para a Espanha.
Sem dúvida o “Ovo de Jaime”.

3 comentários:

Ricardo Ferreira disse...

Reconheço que a frase foi infeliz, mas referir que este tem sido dos melhores ministros da agricultura e pescas, desde que me lembro, no nosso país. Pelo menos, credibilizou a atribuição dos fundos comunitários aos agricultores e armadores de barcos. Avançou para os quadros de excedentários, reestruturou as delegações regionais de agricultura, etc. Penso que o ministro Jaime Silva está a fazer um excelente trabalho.

Anónimo disse...

Não digas baboseiras!

Anónimo disse...

Sem duvida que Jaime Silva foi e é dos melhores Ministros de Agricultura de que ha memoria. Alem disso acabou tambem com aqueles subsidios aos tractores e aos jipes.
Era uma vergonha haver tractores subsidiados a 100%( pois os 60+40% ) os 40% era o desconto normal que o vendedor fazia que faziam 50 horas por ano para ir passear para o pinhal. Ao fim de 5 anos e com 200 horas de funcionamento do motor, já se podia vender pelo preço de mercado.
Ou seja ao fim de 5 anos, o artista que não tinha gasto um tostão ainda ia empochar à volta de 2.200 contos. Isto é que eram ca uns artistas, e ainda mamavam gasoleo verde para andarem a passear de jipe ou de pick up. Ao menos acabou com isso.
Os agricultores de Penacova estavam à espera de quê?
Que ele lhe fosse levar subsidios a casa?
Se me falarem na floresta aí poderá haver razão em martelar-se em todos os Ministros da Agricultura.

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