
As eleições autárquicas para a Câmara de Lisboa do passado domingo só vieram demonstrar, mais uma vez, que as pessoas estão cada vez mais afastadas dos partidos políticos e dos seus representantes.
Sem surpresas, o Partido Socialista foi o mais votado e, com (bastante) surpresa, o Partido Social-democrata foi o que teve os piores resultados de sempre, situação nada condizente com a sua posição de maior partido da oposição.
Os eleitores estão fartos de políticas sujas e de políticos incompetentes que apenas olham para o poder como forma de obter benefícios para si e para os que com eles andam em campanha eleitoral. Por essa via, apenas a força política mais bem organizada, com maior capacidade de mobilização dos seus militantes e com maior proximidade com o poder instalado é que melhores resultados obtém nas eleições a que concorrer.
De qualquer maneira, quem saiu, mais uma vez, vitoriosa deste acto eleitoral foi a abstenção, atingindo os quase 63% dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais. A este ritmo, qualquer dia não são necessárias eleições e os nossos governantes são escolhidos e eleitos por um grupo de notáveis a quem o país (ou parte dele) delegou essas competências por ser impossível eleger quem quer que seja através do sufrágio universal.
Só não compreendo porque motivo é que as pessoas, em vez de se absterem de decidir, não optam por votar em branco. Assim, mantinham saudável a democracia, não permitindo que outros decidissem por eles, e não corriam o risco de ficarem insatisfeitos com as decisões dos eleitos, legitimando as suas críticas por as políticas levadas a cabo pelos sucessivos governos não corresponderem às suas expectativas. Mais importante ainda, respeitavam a memória daqueles que deram a vida na luta pelo direito ao voto, quando votar era privilégio só de alguns e para alguns.
Não me espantaria, portanto, que daqui a uns tempos, votar fosse obrigatório e que, quem não o fizesse, perderia parte dos direitos que adquiriu em democracia, por não contribuir para a sustentabilidade (continuidade) do sistema em que o "governo é do povo, pelo povo e para o povo" e que só sobrevive com o voto.
Sem surpresas, o Partido Socialista foi o mais votado e, com (bastante) surpresa, o Partido Social-democrata foi o que teve os piores resultados de sempre, situação nada condizente com a sua posição de maior partido da oposição.
Os eleitores estão fartos de políticas sujas e de políticos incompetentes que apenas olham para o poder como forma de obter benefícios para si e para os que com eles andam em campanha eleitoral. Por essa via, apenas a força política mais bem organizada, com maior capacidade de mobilização dos seus militantes e com maior proximidade com o poder instalado é que melhores resultados obtém nas eleições a que concorrer.
De qualquer maneira, quem saiu, mais uma vez, vitoriosa deste acto eleitoral foi a abstenção, atingindo os quase 63% dos eleitores inscritos nos cadernos eleitorais. A este ritmo, qualquer dia não são necessárias eleições e os nossos governantes são escolhidos e eleitos por um grupo de notáveis a quem o país (ou parte dele) delegou essas competências por ser impossível eleger quem quer que seja através do sufrágio universal.
Só não compreendo porque motivo é que as pessoas, em vez de se absterem de decidir, não optam por votar em branco. Assim, mantinham saudável a democracia, não permitindo que outros decidissem por eles, e não corriam o risco de ficarem insatisfeitos com as decisões dos eleitos, legitimando as suas críticas por as políticas levadas a cabo pelos sucessivos governos não corresponderem às suas expectativas. Mais importante ainda, respeitavam a memória daqueles que deram a vida na luta pelo direito ao voto, quando votar era privilégio só de alguns e para alguns.
Não me espantaria, portanto, que daqui a uns tempos, votar fosse obrigatório e que, quem não o fizesse, perderia parte dos direitos que adquiriu em democracia, por não contribuir para a sustentabilidade (continuidade) do sistema em que o "governo é do povo, pelo povo e para o povo" e que só sobrevive com o voto.
4 comentários:
Já votei algumas vezes em branco, mas também isso já são águas passadas, agora nem em branco vou votar. Não perco tempo com uma cambada que me faz ter vergonha de ser Português.
Gostei de ver a manifestação "expontânea" dos socialistas, comemorando uma "vitória histórica", frente ao hotel de Lisboa.
Consta que centenas de populares socialistas se deslocaram volunáriamente para lá para vitoriarem o grande presidente dos 29, 8%...
Está bonita a política!
Não sei se repararam que o segundo mais votado foi o Dr. carmona Rodrigues que não pertencia aos partidos mas tinha sido Presidente da Câmara Municipal o que deita abaixo a conversa do Pedro Viseu.
Meu caro, o carrasco de Fernando Negrão e de Marques Mendes, foi Carmona Rodrigues ao conseguir, apoiado por alguém, dividir o eleitorado que tradicionalmente votava no P.S.D.
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